Queimam vivo a um suspeito de blasfêmia contra o Alcorão

Queimam vivo a um suspeito de blasfêmia contra o Alcorão

Queimam vivo a um suspeito de blasfêmia contra o Alcorão

Uma multidão queimou vivo ontem no sul do Paquistão a um homem que supostamente tinha queimado exemplares do Alcorão, o livro sagrado islâmico. O linchamento produziu-se na localidade de Seeta, na província de Sindh, onde uma turbamulta sacou pela força à vítima de uma delegacia na que permanecia ingressada depois de ter sido acusada de blasfêmia.

 
  A seguir os assaltantes puseram fogo ao homem em frente ao edifício policial.
 
   O íman de Seeta disse que a vítima tinha dormido uma noite na mesquita do povo, na que ao dia seguinte os crentes muçulmanos descobriram restos de exemplares do Alcorão que tinham sido queimados. «Como tinha sido a única pessoa que tinha dormido na mesquita levamos ao homem à comisaria», explicou.
 
  Uns duzentos vizinhos foram acusados diante a justiça de assassinato e obstrução à polícia, e dez agentes têm sido suspendidos do corpo por «negligencia».
 
   A LEY ANTI-BLASFEMIA
   A dura legislação antiblasfêmia vigente no Paquistão foi estabelecida durante a dominação colonial britânica para prevenir choques religiosos, mas nos anos 80 uma série de reformas auspiciadas pelo ditador Ziaul Haq favoreceu o abuso da lei, sempre a favor do fundamentalismo islâmico.
 
  Desde então produziram-se em torno de um milhar de acusações por blasfemia, quase sempre a instâncias de ímans locais que tentam amedrontar às minorias religiosas, em especial aos cristãos e os ahmadíes, um ramo do islamismo que está considerada herética no Paquistão.
 
  Os casos mais famosos têm sido os da Ásia Bibi e Rimsa Mashi, ainda que ainda seguem no Paquistão 16 cristãos condenados oficialmente a morte por ‘blasfêmia’.
 
  São também frequentes ataques de todo tipo, o último o assassinato da missionária protestante sueca Bargeeta Almby, que sofreu vários disparos a queima-ropa depois de estar 38 anos no país como cooperante.

 

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