O PAPEL DO PASTOR NA IGREJA

O PAPEL DO PASTOR NA IGREJA

O PAPEL DO PASTOR NA IGREJA

Os sacerdotes eram os ministros responsáveis pelos principais atos do culto judaico no tabernáculo e no templo. Eles sacrificavam os animais levados pelo povo, buscando, assim, o perdão divino. As ofertas voluntárias, expressões de louvor e gratidão dos israelitas também eram apresentadas por eles a Deus (Heb.5.1). Os sacerdotes eram representantes do povo perante o Senhor. Desse modo, tinham posição de destaque, eram líderes, sendo também mestres da lei (Mal.2.7).

1 – Sua identidade

Não podia ser qualquer um.

Tal ministério poderia ser atraente para muitas pessoas. Contudo, não podia ser ocupado ou exercido por qualquer um. Imagine se um filisteu se candidatasse para ser sacerdote em Israel. Não seria aceito. Mesmo entre os israelitas, o sacerdócio não podia ser exercido por qualquer pessoa. Não bastava gostar ou querer.

Somente Aarão e seus filhos podiam ocupar tal posição, pois foram designados por Deus para este propósito (Êx.28.1; Num.18.7; Hb.5.4).

2 – Sua integridade física

O sacerdote não podia ser defeituoso.

O descendente de Aarão que fosse cego, coxo, corcunda, etc, não podia exercer o sacerdócio (Lv.21.17-24).

3 – Sua preparação

Seu ministério não podia começar de qualquer maneira.

Ser filho de Aarão era o primeiro requisito, mas não era tudo. Nadabe e Abiú eram filhos de Aarão, mas se apresentaram diante do altar fora das condições estabelecidas por Deus e, por isso, morreram (Lv.10). Além de sua linhagem, os sacerdotes, para exercerem sua funções, precisavam ser:

– Consagrados ao Senhor (Êx.29.1).
– Limpos com água (Êx.29.4);
– Ungidos com óleo (Êx.29.7);
– Vestidos adequadamente (Êx.29.5,6,29,30);
– Perdoados mediante o sangue do sacrifício (Êx.29.11-14).

Tais exigências foram cumpridas, conforme se lê em Levíticos 8.

4 – Suas vestes

O sacerdote não poderia se vestir de qualquer maneira para ministrar ao Senhor.

Todos os detalhes de suas roupas foram especificados por Deus, conforme se vê em Êxodo 28.2-21,41. Sua confecção incluía tecidos finos com variadas cores, com detalhes em ouro e muitas pedras preciosas, incluindo diamantes.

O traje sacerdotal devia trazer:
– beleza;
– valor;
– pureza.

Imaginamos que sua roupa era extraordinária. Sua aparência era majestosa. Contudo, aparência não basta. A descrição daquele material nos dá também a idéia de um valor extremo, de tal modo que não nos atrevemos a sugerir um preço, pois seria inestimável. Além disso, é evidente que sua roupa devia estar sempre limpa, pois a sujeira destrói a beleza e esconde o valor.

5 – Seu modo de vida.

O sacerdote não se preocupava apenas com o culto propriamente dito.

A lei tinha uma lista de mandamentos específicos para o sacerdote e o sumo-sacerdote, conforme lemos em Levítico 21 e 22.

Ele não podia, por exemplo:
– Tocar em cadáveres (com exceções);
– Raspar a cabeça ou o canto da barba;
– Fazer cortes no corpo;
– Casar-se com prostituta ou repudiada;
Notamos aí, um nível de exigência diferenciado.

– As nações gentílicas não estavam sob a lei de Deus, dada por intermédio de Moisés.
– Israel, porém, estava sob a lei.
– Dentre os israelitas, os levitas eram consagrados ao Senhor e sobre eles havia mais mandamentos.
– Os sacerdotes foram destacados entre os levitas e sobre eles havia ordens mais rigorosas.
– O sumo-sacerdote, líder dos sacerdotes, seguia um código ainda mais rígido que todos os outros (Lv.21.10-15).

Os ministros do altar deviam apresentar um nível de santidade maior que o povo em geral. Em compensação, eles podiam entrar no santuário de Deus e manusear as coisas sagradas. O sumo-sacerdote podia chegar até o Santo-dos-santos, onde ficava a arca da aliança. Quanto mais santo o homem fosse, mais longe podia ir na presença de Deus.

6 – Seu trabalho.

Os objetos sagrados, os sacrifícios, o incenso, o pão da proposição, o azeite para a iluminação, tudo foi devidamente especificado por Deus. Não se podia trazer diante do Senhor, por exemplo, um animal defeituoso. Não se podia utilizar nos rituais do culto um objeto de uso doméstico.

Tudo devia ser puro, santo, consagrado, escolhido ou construído dentro dos parâmetros ditados por Deus.

O trabalho do sacerdote, em cada detalhe, era regulamentado pela lei, não podendo ser feito de qualquer maneira ou relaxadamente. Para alguns rituais havia um dia, um horário, um lugar e um modo apropriado. Para outros, o dia era opcional, principalmente no caso das ofertas voluntárias, mas o modo era pré-determinado (Lv.1 a 7).

7 – O sacerdócio no Novo Testamento.

Não podemos tomar a legislação sacerdotal para cumpri-la literalmente hoje. Precisamos, porém, aprender com ela, extraindo princípios espirituais para aplicação nos nossos dias. Os rituais judaicos, com seus oficiais e objetos sagrados, eram figuras das coisas celestiais e da realidade futura que, para nós, é presente, cumprindo-se na igreja.

Observamos que a legislação que regulamentava o ofício sacerdotal era extremamente minuciosa. Isto nos ensina a respeito da santidade divina, mostrando que ele está atento aos detalhes das nossas vidas e do nosso culto. Ele deseja que a sua santidade seja o nosso padrão de comportamento.

A igreja é chamada “reino-sacerdotal” (IPd.2.9), cujo único sumo-sacerdote é o Senhor Jesus. Ele foi consagrado, passou pelas águas, e recebeu a unção do Espírito Santo. Ofereceu o sacrifício de si mesmo, e entrou no santuário celestial, apresentando-se diante do Pai (Heb.2.17; 4.15; 6.19-20; 8.1; 9.24).

Quando ele morreu, o véu do templo se rasgou, como sinal de que o acesso ao santuário celestial estava aberto a todo aquele que crê. A partir de então, todo cristão é um sacerdote diante de Deus.

O ímpio não está em condições de sê-lo, pois sua identidade não corresponde aos requisitos divinos. Só os filhos de Deus podem ser sacerdotes, ou seja, só deles o Senhor aceita a oferta, o louvor, o culto enfim. Não podemos dar lugar ao ímpio para fazer o trabalho sagrado na igreja, seja em posição de liderança ou como subordinado.

O convertido, por sua vez, precisa estar atento a outras exigências divinas a seu respeito. Assim como os sacerdotes do Velho Testamento, precisamos ser consagrados ao Senhor, ser purificados de toda culpa, ungidos com o Espírito Santo, afim de que o nosso culto tenha a qualidade desejada pelo Senhor, sendo, assim, aceitável diante dele.

Além disso, nossa vida deve ser coerente com o culto ou serviço que prestamos a Deus. O que é natural na vida do ímpio pode não ser apropriado para o cristão. O sacerdote não podia se contaminar, pois era consagrado a Deus. Suas magníficas vestes representam uma vida caracterizada pela beleza do testemunho, por valores espirituais e pureza moral. As roupas, em muitos textos bíblicos, simbolizam um modo de agir, um estilo de vida (Ap.19.8).

Se todos os cristãos devem estar à altura das exigências de Deus para os sacerdotes, o que dizer dos ministros eclesiásticos? Se não precisam estar acima, também não podem estar abaixo. O líder, enquanto modelo para o rebanho, precisa demonstrar nível de excelência em sua vida moral e espiritual. Percebemos isso nas especificações que Paulo passou a Timóteo e a Tito no que diz respeito ao episcopado e ao diaconato (ITm.3; Tt.1).

O sacerdote não era perfeito, mas devia estar sempre disposto a reconhecer seus pecados, abandoná-los e oferecer o sacrifício correspondente. Jesus já ofereceu o sacrifício definitivo. O que precisamos, então, é de uma apropriação pela fé dos méritos do Calvário, que nos limpam e nos colocam em condições de entrarmos no santuário de Deus.

Tag: O PAPEL DO PASTOR NA IGREJA

Fonte: http://anisiorenato.com/sacerdote2.htm

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One comment

  • carlos magno

    bom, ok, creio… o dificil é alguns que titula-se pr. cair na real e tomar posição. e se esforçar mais aqui neste pequeno espaço de tempo reservado e melhorar a conduta.

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