É PROIBIDO PENSAR

Ouvi a música É Proibido Pensar pela primeira vez já faz alguns anos em um clip na Internet.  O compositor: João Alexandre, nunca tive a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente.  Na semana passada, fuçando numa livraria evangélica aqui em Aracaju, achei o CD e entendi que deveria ter uma cópia em casa – além do que, tendo a pretensão de sempre escrever bons textos é preciso ler e ouvir coisa de qualidade.
A gravação (segundo a ficha técnica, feita entre julho e setembro de 2007), com doze faixas – todas interpretadas em voz e violão –, traz músicas e letras do próprio João Alexandre junto a outras peças, e são exatamente as composições que nos chamam a atenção.
O CD abre a primeira faixa com a canção intitulada Na Tua Presença, seguida do Credo Apostólico – uma verdadeira coragem adaptar a declaração de fé dos pais.  Ao contrário do que possa parecer, não ficou pedante nem soou anacrônico.  É bom saber que ainda cremos naquilo que nossos antepassados nos legaram.
Seguem-se Te Vejo Poeta que apresenta a cruz vulgar como a obra máxima da poesia divina e Anjos lembrando-nos destes seres que nos ajudam na caminhada e conosco se unem em canções de louvor.
Arruma a cangalha na cacunda…  é assim que começa a faixa cinco: Feirante.  Conheci esta música ouvindo o CD e, preciso confessar, vi-me surpreendido com a descrição do cotidiano simples, direta, gostosa, sem desconsiderar a dureza da vida mas lembrando da quitanda da esperança onde se pode achar sonhos de açúcar mascavo.
Depois: Paz e Comunhão, a faixa seis.
Então temos a música tema do disco: É Proibido Pensar.  Uma excelente mistura de crítica, ironia e advertência, temperada com uma boa pitada de lucidez e comprometimento com o evangelho puro.  Aqui merecem citação as palavras do encarte: “ser cristão é simplesmente ser, sem rótulos nem modismos, sem máscaras nem títulos, muito menos negociações com o céu!”
Ouço depois a bela canção Pai Nosso, uma fantástica adaptação da oração modelo do Mestre.  Lembro-me que meu cunhado a interpretou na minha cerimônia de casamento.  Sempre é bom ouvi-la novamente, para refazê-la como uma prece.
Há ainda o hino tradicional Que Segurança de F.J. Crosby, o que só faz enriquecer o conjunto da obra, com seu refrão: “Canta minh’alma! Canta ao Senhor! Rende-lhe sempre ardente louvor!”
Três músicas completam a gravação: Trabalho Esperança (faixa 10), Vou Pescar (fixa 11) e O Que Bem Quiseres (faixa 12).
E creio que é indispensável concluir esta resenha glorificando ao Senhor da igreja por ter ele concedido o dom de poeta a alguns dos seus servos para que eles possam abastecer a dispensa santa com tais pérolas. 

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