Deus é Amor Porque é Puro Espírito

O amor divino é marcado sobretudo pela faculdade do espírito que é chamada de comunhão.
Isto significa dizer que se pode ter somente comunhão em espírito, e a fonte desta comunhão é o próprio Deus em nós, o qual é espírito.
Comunhão é ligação. É um cimento que liga seres morais numa verdadeira união de querer, sentir e realizar. É o compartilhar de vidas que se fundem numa grande unidade.
A expiação do pecado pela morte de Jesus na cruz objetivava principalmente este resultado relativo à promoção da comunhão entre Deus e o homem.
Por isso o apóstolo Paulo destaca em I Cor 13 o modo de manifestação deste amor, ou seja, desta comunhão entre aqueles que se amam em espírito no Senhor, dizendo que tal comunhão é estabelecida em suportar com paciência especialmente a debilidade dos que são fracos; e que não se manifesta de modo invejoso ou orgulhoso, nada fazendo que seja inconveniente, e ainda que tal comunhão não é egoísta, e não se fundamenta em iras, suspeitas ou injustiças, e que sempre se alegra com a verdade e a justiça.
Assim, o amor tem o seu modo, porque a verdadeira comunhão do espírito, e que sempre procede de Deus, também tem o seu próprio modo ou caminho para se manifestar.
Trocando em miúdos: se todas as virtudes (benignidade, longanimidade, alegria, paz etc) que promovem o amor são espirituais; então a conclusão lógica é de somente em espírito, e em espíritos purificados, podem abundar tais virtudes, e por conseguinte, existir o amor divino.
Daí o nosso título: Deus é amor porque é puro espírito.
Daí também, nosso Senhor ter afirmado que importa que Deus seja adorado sempre em espírito e em verdade.
O principal significado de tal afirmação é que importa termos comunhão com Deus e uns com os outros em espírito, porque o amor celestial, eterno, divino, sempre emana do espírito, e nunca da alma ou do corpo. Pode se manifestar através de ambos, mas nunca terá neles a sua origem.
Foi por este motivo, que nosso Senhor relacionou no discurso que proferiu a Nicodemos, o amor de Deus à necessidade de se nascer de novo do Espírito Santo, ou seja, de se ser gerado pelo Seu poder em ser espiritual.
“1 Ora, havia entre os fariseus um homem chamado Nicodemos, um dos principais dos judeus.
2 Este foi ter com Jesus, de noite, e disse-lhe: Rabi, sabemos que és Mestre, vindo de Deus; pois ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não estiver com ele.
3 Respondeu-lhe Jesus: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.
4 Perguntou-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? porventura pode tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer?
5 Jesus respondeu: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus.
6 O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito.
7 Não te admires de eu te haver dito: Necessário vos é nascer de novo.
8 O vento sopra onde quer, e ouves a sua voz; mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito.
9 Perguntou-lhe Nicodemos: Como pode ser isto?
10 Respondeu-lhe Jesus: Tu és mestre em Israel, e não entendes estas coisas?
11 Em verdade, em verdade te digo que nós dizemos o que sabemos e testemunhamos o que temos visto; e não aceitais o nosso testemunho!
12 Se vos falei de coisas terrestres, e não credes, como crereis, se vos falar das celestiais?
13 Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem.
14 E como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado;
15 para que todo aquele que nele crê tenha a vida eterna.
16 Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
17 Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.
18 Quem crê nele não é julgado; mas quem não crê, já está julgado; porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.
19 E o julgamento é este: A luz veio ao mundo, e os homens amaram antes as trevas que a luz, porque as suas obras eram más.
20 Porque todo aquele que faz o mal aborrece a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas.
21 Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que seja manifesto que as suas obras são feitas em Deus.” (Jo 3.1-21)
Veja o modo como nosso Senhor relacionou e pôs em interdependência, no texto de João 3, estas realidades celestiais, que nos vêm da parte de Deus aqui embaixo na terra: espírito, amor, reino de Deus, fé, luz e verdade. Ele fez isto porque na verdade elas não podem existir separadamente.
A fé abre a porta para o reino de Deus, que se manifesta em amor, ou seja, naqueles que nascem do Espírito, para terem uma vida espiritual, e para a comunhão com Deus e mutuamente com os demais que têm também nascido do Espírito Santo, para um caminhar na luz e na verdade.

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