Críticas, Ana Paula Valadão e a nossa infelicidade

Críticas, Ana Paula Valadão e a nossa infelicidade

Críticas, Ana Paula Valadão e a nossa infelicidade
A tempos venho percebendo o quanto nosso povo tem se alfinetado nas redes sociais, e para algumas pessoas criticar quem está no topo, pode ser apenas uma forma de vingança, de uma incompetência pessoal e/ou ministerial.
Criticas construtivas são necessárias e muitas vezes por causa delas podemos melhorar muitas coisas que fazemos e/ou pensamos, mas quando a critica é apenas destrutiva temos que nos preocupar, pois ela só conseguirá ferir e escandalizar, e assim, em nada contribuirá para o crescimento do evangelho.
Vejo este comportamento humano com muita preocupação, pois ele pode ser decorrente de pré-conceitos infundados, vinda de mentes negativas e pessimistas e muitas vezes escondem um fanatismo religioso que em nada tem com defesa do evangelho.
Críticas muitas vezes são projeções de conteúdos nossos, um mecanismo de defesa do ego, uma forma de realizar um desejo, que neste caso é o de ferir respaldado em uma pseudo obrigação que alguns acham que tem em defender a qualquer custo o evangelho. Ainda que seja ferindo seu irmão.
Como defesa alguns criticam quando na verdade gostariam de estar fazendo exatamente o que esta pessoa faz e ou ter a coragem e oportunidade de estar nesta situação onde o outro é destaque.
Críticas muitas vezes são conteúdos projetados no outro, por ciúmes, inveja sentimentos de frustração, medo, complexos e elas sempre vêm acompanhadas de uma explicação deturpada da realidade com pré-conceito e a prova dessa verdade é que muitas vezes são destrutivas e, quem critica, não se importa em como o outro se sentirá, acha que tem o direito de ferir o outro, e pior ainda, usando como respaldo os ensinamentos de Cristo.
Observei como psicóloga algumas críticas em nosso meio feito por nós mesmos e percebi que muitas são desonestas, falaciosas, apenas para polemizar, mas também percebo que algumas até tem boas intensões mas se perdem no ideal e na forma .
Minha imaginação foi agora na época Cristã, e por uns minutos fiquei imaginando o quanto Cristo deve ter mexido com o fanatismo daquela época, com o senso critico, e por este fato o crucificaram, quem era Cristo para ousar ferir a tradição Judaica e a religiosidade tão enraizada? Imagino hoje Jesus dizendo “Pai perdoe, eles não entenderam nada”.

Medo do novo

O sucesso do outro nos afronta, mas somente quando não estamos seguros do que nossa fé representa para o mundo e para nós mesmos. Se conhecêssemos a Cristo como falamos, não criticaríamos tanto nossos irmãos por diferenças de gosto, opiniões e diferenças ministeriais.
O desejo de se importar com o que está acontecendo da vida do outro, de se meter na vida do outro, de maliciar, de interpretar de forma negativa tudo que o outro faz, ou pelo menos de quem está na mídia, já está se tornando um caso de saúde mental, isso sim é preocupante.
Tem coisas que até podemos discutir, como letra de música, estilo ministerial, mas nunca com crítica destrutiva sempre a título de discussão de aprendizado e conhecimento, respeitando as opiniões e atitudes do outro. Até mesmo nós, que estamos levantando o fato, podemos com as opiniões diversas, mudar nossa maneira de pensar .
Há coisas entre nós que é questão fechada como princípios de fé, (Jesus salvador, aceitar Jesus, santa ceia, mandamentos, trindade, Bíblia Sagrada, etc) e temos que lutar por eles, mas tem outras que tem haver com estilo, modo de ser, gosto pessoal que não necessariamente ferem esses princípios fundamentais do evangelho, porém podem sim estar ferindo o seu orgulho, sua frustração, desencadeando em você sentimentos de inveja, raiva e com isso sim temos que ter auto critica, ou seja,  sermos críticos e analisar com intuito de mudar nós mesmos.
Vou usar de exemplo Ana Paula Valadão.
Nas últimas semanas ví mais de 4 críticas publicadas em sites contra a Ana Paula Valadão que em minha opinião foram extremamente infantis, devido as polêmicas resolvi ver do que se trata e confesso, fiquei assustada com a maldade de alguns crentes, com o prazer e o ódio destilado em muitos comentários.
Minha pergunta enquanto psicóloga é :
  • Como se sente em criticar tudo que Ana Paula e/ou outra pessoa que está em evidência ?
  • Criticá-la vai tornar sua vida com Deus melhor?
  • Se sentirá mais feliz, vingada(o)?
  • Acredita que o evangelho lucrará com suas críticas?
  • As pessoas que viram suas criticas foram edificadas?
  • Se a pessoa em questão, ficar sabendo que você a criticou, vai se sentir feliz?
  • O que mais afeta você neste caso, a defesa do evangelho? Ou o fato dessas pessoas estarem em evidência profissionalmente e ministerialmente?
  • A vida, os exemplos dessa pessoa (vítima das criticas), sua história com Deus, suas lutas e vitórias, seus sacrífícios, fazem diferença na hora de postar sua crítica destrutiva?
  • Quando faz suas críticas consegue avaliar que pode estar ofendendo e sendo injusto?
Essas perguntas pode nos levar a reflexão do real motivo de nossas críticas. Estes dias coloquei para discussão em meu Facebook, a letra de uma música que em minha opinião por sugerir uma “vingança” espiritual, me assustei com os comentários maldosos destinados a cantora que não era o foco, ou seja, quem critica não tem senso crítico, e isso é grave. O nosso povo “pira” demais, fantasia, demoniza tudo e não se preocupa em ferir, como se a pessoa em questão não tivesse sentimentos, eu mesma tenho sido muito criticada por líderes que se assustam com minha ousadia. Como vim do mundão mesmo e sou muito atacada pelo mundo, me fecho para não me ferir mais, porém confesso, por diversas vezes quis abandonar minha luta por comentários maldosos de alguns crentes e pela falta de sensibilidade quanto a luta que travamos.
Me parece que para alguns, até o sofrimento de alguém quando se torna evidência, fere o ego.
Para encerrar, gostaria de dizer que pastor e pastora gordinhos deveriam sim fazer regime, pois sua vida é preciosa demais para o reino e a gordura faz mal para saúde, causa infartos, diabete, inúmeras doenças cardiovasculares que podem levar a morte, é fato. Controlar o apetite, ter uma alimentação saudável e se exercitar é muito saudável para todos. Essa é e a verdade que deveria ser incentivada.
Bolsas, sapatos de grife, se Deus te deu condições pra comprar e você tem sido fiel a Ele, aproveite e realize seu desejo, e quem não pode comprar grandes marcas, tem marcas boas baratas. O importante é ser feliz com o que tem e pode, mas não invejar o outro por suas conquistas.
Já cantei e preguei em rodeios e os cawboys são do senhor Jesus sim, como os MMA eu creio. Se você não crê, tudo bem, são opiniões apenas, gosto pessoal, não faça disso uma guerra, um escândalo entre nós.
E por último, quem não curtiu homem aranha? Homem aranha é um clássico! Sou fã e assisti todos os filmes, mas você pode não gostar dele, têm muitos outros para você curtir.
Importante, o gesto que a família Valadão fez, não é do demônio, nem da Illuminati não povo!!! É apenas o gesto que o homem arranha faz quanto solta a teia para prender nos prédios, alooou!!! Nem tudo é demônio, mas desrespeitar a família ou a unção da pessoas e ridicularizá-la por uma frase apenas é muita maldade e fanatismo religioso, não condiz com um cristão e pasmem, não é isso que vai levá-lo para o céu. Sem farisaísmos.
Críticas destrutivas podem apenas ser projeções de nossos complexos de inferioridade ou inveja contida, desejo de estar no lugar do outo e/ou ter a coragem que ele(a) tem. Pode representar sua incapacidade de gerir sucesso alheio.
Temos que juntar nossas forças e energias para criticar o mundo que tanto tem afrontado a família de Deus e não perdermos tempos em criticar a nós mesmos. Faça isso em silêncio ou pessoalmente, é mais honesto e digno, ai sim é construtivo.
Somente o avanço da maldade humana é capaz de negligenciar toda uma vida reta com Deus, por causa de um gesto e ou de uma fala.
Fonte : Gospel+

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