Pneumatologia (A doutrina do Espírito Santo) II Parte

Conhecer o Espírito Santo é conhecer o grande e poderoso Executivo Celestial. É conhecer a Pessoa responsável e ativa na execução da obra de Deus na terra.
(Passo a Passo com Cristo, n° 4, pág. 18 – João Leão S.
Xavier – Editora LERBAN)
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A obra do Espírito Santo no A.T.


a) Na criação: Este é citado como um dos executores da criação (Gn 1:2, 2:7 e Sal 33:6).

b) Na manutenção do universo: Este age na criação renovando a face da terra (Jó 26:13; Sal 104:30).

c) Na promoção da vida moral: Os dias ante-diluvianos (foram assinalados por uma expansão muito grande da iniquidade e o Espírito Santo já agia nos homens para levá-los ao arrependimento (Gên 6:1-3) e agia na vida de Davi realizando sua obra moralizadora (Sal 51:10-12).

d) Na capacitação de homens para tarefas especiais: Conferindo habilidades (Êx 31:3, 35:30,31). Preparando líderes (Deut 34:9; Jz 3:9,10). Concedendo forças físicas (Jz 14:6). Vocacionando e enviando profetas (II Cr 20:13-17; J ó 32:18; Mq 3:8; Ez 2:12). Inspirando homens para produzirem as Escrituras (Sal. 45:1).

e) Em algumas situações vinha “sobre” alguns homens com algum propósito específico: Capacitando-os para tarefas como guerrear e profetizar (I Sm 19:20; I Cr 12:18; II Cr 20:14). São também
encontradas expressões como: “… e o enchi do Espírito de Deus” (Êx 31:3) … homem como este, em quem há o Espírito de Deus?” (Gên 41:38; Nm 27:18) “… o Espírito do Senhor de tal maneira se apossou dele…” (Jz 14:6) “… o Espírito de Deus se apossou de Saul…” (I Sm 10:10, 11:6) “… o Espírito do Senhor se apossou de Davi…” (I Sm 16:13).

f) Habitava no meio dos filhos de Israel: Em certas ocasiões especiais vinha “sobre” e se “apossava” de algumas pessoas, ensinava o povo de Deus, estava entre o povo de Deus (Ne 9:20; Is 63:10; Zc 4:6).
“…o meu Espírito habita no meio de vós; não temais.”
(Ag. 2:5)
Como já falamos na primeira parte de estudo, Pneumatologia é o estudo que trata a respeito da Pessoa, das atividades, símbolos e outros fatos a respeito do Espírito Santo. Quanto a etimologia da palavra: Pneuma, é a palavra grega que quer dizer: vento, espírito, fantasma, respiração; e logos quer dizer: palavra, tratado, razão, ciência, estudo.  Esta mesma palavra “pneuma”, na Bíblia, também se refere ao espírito humano, maligno, e Divino. O contexto é que dirá. Aqui a usaremos apenas aplicada ao Espírito santo. Quando as Escrituras Sagradas aplicam o termo “Espírito” que no hebraico é “Ruwach”, ou no grego “pneuma” referindo-se a Pessoa do Espírito Santo usa-o mais vezes do que qualquer outro vocábulo encontrado nas mesmas.

O Espírito do Senhor pode ser blasfemado. Blasfemar contra o Espírito Santo é ofender com calúnias, de forma verbal e premeditada (Mat. 12:31). Segundo o Dicionário Teológico de Claudionor Correia, publicado pela CPAD, o que leva um homem a este pecado é a rejeição contínua e persistente da verdade. Mas reitera que nem todos os que agem assim, blasfemam explicitamente contra o Espírito Santo. Segundo o mesmo Dicionário, a resistência ao Espírito Santo, conquanto não se afigure como blasfêmia, não deixa de ser um erro fatal.

A blasfêmia contra o Espírito é a rejeição propositada e consciente da obra de convencimento do pecado que este opera no pecador (Jo 16:8; Mt 12:31,32). Se o homem rejeita o convencimento do Espírito Santo quem mais o convencerá? Esta é uma obra exclusiva do Espírito Santo.
Por que a blasfêmia contra o Espírito Santo constitui-se em um pecado imperdoável?
 
Porque o pecado impenitente despreza, consciente e taxativamente o único ser, em todo o universo, que pode convencê-lo do juízo, da justiça e do pecado. Esta iniquidade afasta do homem toda e qualquer possibilidade de arrependimento. Mas fique tranquilo, se já passou pela sua cabeça alguma dúvida ou medo de ter blasfemado, mas ainda se sente mal em face do pecado, não se preocupe, pois só o fato de estarem arrependidos, desejosos de salvação ou perdão, prova que não blasfemaram contra o Espírito Santo; pois, o próprio Espírito os está chamando para uma vida mais santa.
A relação do Espírito Santo e a Palavra de Deus
O Espírito Santo inspirou homens santos a escrever a santa Palavra de Deus e ilumina a todos aqueles que por sua vez desejam entender as Sagradas Letras que podem nos fazer sábios para a salvação (Jo. 14:26; 16:13; II Tim. 3:15-16; II Ped. 1:19-21). Foi o Espírito Santo quem providenciou esta grande empresa que levou muitos séculos até a sua conclusão. Há muitos que consideram as Escrituras antigas e ultrapassadas e não a aceitam como a Palavra inspirada de Deus, mas isso não a torna inspirada, pois a incredulidade humana não invalida sua inspiração. Ela é e sempre será a infalível e inspirada Palavra de Deus. A autoridade das Escrituras permanece porque nela está o agir, o mover, a inspiração, a autoridade, a iluminação para entendimento dela mesma que vem do Espírito Santo.
A Palavra inspirada por Deus vem da palavra grega “theopenustos” que é a junção de duas palavras gregas: “theos” que quer dizer Deus, e “peneo” que quer dizer respirar ou soprar do vento. Daí podemos concluir que Deus soprou do seu vento (Pneuma=Espírito), a sua mente sobre os escritores sagrados. Desta forma o Espírito Santo moveu tais homens para que escrevessem exatamente o que Deus queria que escrevessem. Cada escritor tinha consciência da inspiração do Espírito em sua vida. “O Espírito do SENHOR fala por meu intermédio, e a sua palavra está na minha língua. Disse o Deus de Israel, a Rocha de Israel a mim me falou: Aquele que domina com justiça sobre os homens, que domina no temor de Deus” (II Sm 23:2-3). Cada palavra que foi inspirada pelo Espírito Santo se cumpriu profeticamente, mesmo depois de muitos séculos após serem escritas: “Irmãos, convinha que se cumprisse a Escritura que o Espírito Santo proferiu anteriormente por boca de Davi, acerca de Judas, que foi o guia daqueles que prenderam Jesus”. (At 1:16).
Pelo fato das Escrituras terem sido inspiradas pelo Espírito Santo, elas ainda tem autoridade em nossos dias, pois Deus tendo inspirado as Escrituras pelo seu Espírito Santo fez delas autoridade para as vidas de nossos irmãos do passado, assim como fez delas autoridade para nós hoje. As Escrituras são infalíveis e como tem autoridade divina não podem cair por terra.
Bibliografia:

CAMPOS, Geraldo M. Teologia em Perguntas e Respostas: 1ª Ed. Minas Gerais.

ANDRADE, Claudionor C. Dicionário Teológico: Um Suplemento Biográfico dos Grandes Teólogos e Pensadores. 9ª Ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2000.

PEREIRA, Ronaldo Batista. Pneumatologia: A doutrina do Espírito Santo. IBS . Rio de Janeiro.

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