O Jovem que tinha cinco pães e dois peixes.

O jovem que tinha cinco pães e dois peixes

Antes
de falarmos cada evangelho apresenta Jesus distintamente sendo assim
aos lermos cada passagem referente ao milagre da Multiplicação cada um
teve um olhar específico sobre o mestre, sendo eles:





1.       Mateus nos apresenta o Rei (onde foi escrito aos Judeus)  – Genealogia a partir de Davi




2.       Marcos o servo (Para os romanos) – Sem Genealogia


3.       Lucas o filho do homem (para os gregos) –  Linhagem de Jesus até Adão

4.       .João sendo o filho de Deus (para toda a raça humana) – Sem Genealogia. Cristo é Deus


Considerações preliminares (Marcos 6.30-44)


1. Peculiaridade. O
conteúdo dos seis relatos da multiplicação dos pães nos evange­lhos
facilmente se funde para o leitor da Bíblia, de modo a não aperceber-se
mais das peculiaridades de cada história. Em nosso relato já no v 30 se
apresenta a palavra-chave “ensinar”, para retornar com grande peso no v
34, como expressão do cuidado do pastor. Em prol da cristologia do
trecho, é necessário ir atrás disto. Acima de tudo, do começo ao fim a
história é eclesiológica. Ela faz parte da série de ensinos internos dos
discípulos. Para isto já chama a atenção o “à parte” no v 31, repetido
como “sós” no v 32 (cf 4.34n). É verdade que uma grande multidão está
presente, mas só como um pano de fundo, e Jesus não se relaciona
diretamente com ela. Com tanto mais destaque ele chama os discípulos
para preparar, executar e recolher os restos da multiplicação dos pães.
Com certeza o papel destacado dos discípulos é uma das chaves para o
sentido.

2. O milagre. Que
o v 41, decisivo, envolva em silêncio absoluto o milagre em si,
instigou em muito a fantasia dos expositores. A discrição nem sempre é
correspondida com discrição. Quero apresentar quatro interpretações:





a. Um milagre social! Lamsa
(p 384s) investiga esta interpretação de modo interessan­te. Até hoje
um oriental nunca se põe a caminho sem prover-se de pão e outros
alimentos. Para que a reserva dure bastante, ele desaparece nas dobras
das vestes e nos bolsos profun­dos, e com freqüência é negado diante dos
outros. Todos dizem que não têm nada consigo. Aqui, porém, quando as
pessoas viram como um dentre eles, inspirado pelo ensino de Jesus,
repartiu com generosidade seus cinco pães e dois peixes, os egoístas
foram converti­dos à doação altruísta. Um após outro buscou suas
provisões e ofereceu-as aos famintos, que realmente nada tinham consigo.
No fim, todos atribuem a satisfação a Deus. Esta expli­cação ainda pode
adquirir um traço revolucionário: sob Jesus chega-se a uma distribuição
justa dos bens desta terra. A multiplicação nem é necessária. – O v 36,
porém, pressupõe exatamente que as disposições normais de abastecimento
fossem suficientes. Não se fala de um problema sem solução, com
agitação social.




b. Um milagre carismático! Entre
os mais novos, Grundmann adotou esta interpreta­ção (Geschichte, p 276;
Markus p 182). No estilo das pessoas com carisma, Jesus recorreu à
aptidão de abençoar muitos com pouca comida, acalmando seus nervos
gástricos. Suas palavras e sua oração, e talvez um bocado de pão que
passou por suas mãos, fizeram esque­cer toda a fome. Para apoiar isto
cita-se um escrito fantasioso e romanesco de círculos gnósticos do
século III, os Atos de João (em Hennecke II, 152). De acordo com estes,
Jesus, quando era convidado com seus discípulos e cada um já tinha seu
pão no prato, costumava chocar o hospedeiro com a seguinte brincadeira:
tomava o seu pão, abençoava-o e o distri­buía entre todos, “e daquele
pouquinho todos nós ficávamos saciados”. Os pães que cada um tinha no
prato podiam ser recolhidos novamente. Esta historinha sem graça deveria
ficar fora de questão aqui. É óbvio que esta idéia descarta os v 42,43.
Grundmann, porém, consi­dera estes versículos uma ampliação posterior
do processo original e do relato mais antigo. Tudo isto, todavia, é
fantasioso. A saciedade por comida de verdade está ancorada firme­mente
em todos os seis relatos (Mc 6.42; 8.8; Mt 14.20; 15.37; Lc 9.17; Jo
6.12).



c.  Um milagre eucarístico! Um
grande número de expositores vê transparecer aqui um relato da
celebração da ceia posterior à Páscoa, transposto para a vida terrena de
Jesus. A literatura se sermões católica ensina que o v 41 fala das
pequenas hóstias brancas que os sacerdotes passam ao povo da igreja em
missas incontáveis por todo o mundo. Dizem que os grupos do v 39
representam as comunidades locais da igreja universal, os doze cestos do
v 43 a continuidade do milagre do pão em qualquer tempo e lugar em que a
igreja esteja reunida à volta do altar. O armário de pão da santa
eucaristia nunca fica vazio. – Com razão, outros expositores católicos
como Schürmann, Pesch e Gnilka rejeitam esta interpretação. Por que
Marcos, quando fala em “partir” no v 41, não usa o termo exato dos
textos litúrgi­cos (klao em vez de kataklao)?. Por que,
por ocasião da distribuição no v 41, não há nenhu­ma palavra de
explicação, nenhuma indicação da sua morte, nenhuma ordem para
repeti­ção? Por que não há uma referência ao cálice e ao vinho festivo? A
situação no deserto teria sido uma ocasião para mencionar também a
bebida. Qual o sentido dos peixes, menciona­dos três vezes nos v 38,41,
se o símbolo do peixe para Jesus só surgiu no século II? A terminologia
do v 41, que é decisivo, não serve para nada a não ser descrever uma
refeição judaica comum (cf At 27.35). As referências ao evento, em 6.52;
8.14-21, também não apresentam traços eucarísticos (para esta questão,
cf Roloff, p 244ss).


d. Não houve milagre!
De acordo com um grupo considerável de expositores, nossa história se
baseia somente em textos. Eles alegam que a idéia de uma distribuição
miracu­losa de comida, que existia no paganismo, no judaísmo e no at, se
infiltrou também no cristianismo e foi atribuída a Jesus. Para isto,
porém, as semelhanças com textos pagãos e judeus são muito banais. E o
que dizer dos textos do at?
No
que tange aos milagres de alimentação em 1Rs 17.8-16 (Elias) e 2Rs
4.1-7 (Eliseu), não há nenhuma ligação literária com nosso trecho, mas,
isto sim, uma dificuldade de conteúdo. No testemunho dos primeiros
cristãos, Elias não era Jesus (contra a opinião popular em 6.15; 8.28),
mas João Batista. A alimentação por maná, na época de Moisés, é bastante
explicada a partir de Jo 6.31, mas está totalmente ausente das
histórias da multipli­cação dos pães nos evangelhos. Somente chamam a
atenção várias ligações literárias com 2Rs 4.42-44. Mesmo assim, não
devemos nos deixar levar demais por estas semelhanças formais. O sentido
e o contexto das histórias são muito divergentes. No fim só fica o que
já se disse na opr 2 a 6.30-8.26: Nossa história faz parte do tema
fome-comida-alimentação, que está em toda a Bíblia. A partir dali é
possível ver várias expressões e idéias compará­veis. Mas não cabe
explicar estas semelhanças no sentido de que a lenda de um milagre tenha
sido atribuída aos vários profetas e, por fim, a Jesus.
É
recomendável buscar a chave para a interpretação deste testemunho de
Marcos não na história da religião, no at, na história da igreja antiga
ou em outros textos do nt, mas no livro do próprio Marcos. Paralelos
aproximados com muita pressa facilmente encobrem a vida própria do
trecho.
E ainda recolheram doze cestos cheios de pedaços de pão e de peixe. O
número doze para os cestos provavelmente tem a ver com o fato de que,
como em 8.19, foram os doze discípulos que recolheram as sobras. Por
último, o número mencionado no último versículo também dá a dimensão do
milagre: Os que comeram dos pães eram cinco mil homens. Números
elevados sempre são estimativas. Mas cidades como Betsaida e Cafarnaum
tinham, naquela época, entre dois e três mil habitantes.
Com
este sinal, Jesus se revelou como mestre messiânico (v 30,34), pas­tor
(v 34a), rei (v 39s) e pai (v 41). À sua volta o futuro se torna
visível: um Israel renovado e, no fim das contas, um rebanho humano que
abrange o mun­do todo, organizado, apaziguado e festivo. Sua missão
universal transparece na quantidade de “todos, grande, muitos” (v
31,33,34,39,42). Entre o Único e os muitos, porém, estão “seus
discípulos” (v 35,41), expressão sempre impor­tante em Marcos. Eles
fruem da intimidade do pastor e rei e participam da sua ação até o fim.
Isto não acontece, porém, sem que antes a ação deles tenha sido levada
ao seu limite. O começo disto foi no v 31. Depois do seu relatório, que
nada mais continha além do que Jesus fizera por meio deles, a frase é significativa: Descansem um pouco! Ele precisa agir – neles e só depois por meio deles (v 37). Da sua mão todos ficam satisfeitos, no fim das contas; é claro que pelas mãos deles e sob os seus olhos.
Deste
modo obtemos as bases da eclesiologia. Os discípulos não ascen­dem
lentamente à condição de senhores, mas continuam discípulos. Eles não
precisam representar a Cristo, pois ele está presente pessoalmente. Na
pessoa dele, o próprio Deus se dedica ao seu rebanho. Eles, por sua vez,
lhe dão uma mão e testemunham sua ação milagrosa (para a avaliação
desta história, cf opr 1 a 6.45-52 e 6.52).
Evangelho de Marcos, O  – Comentário Esperança  – Adolf Poh – Editora Evangélica Esperança) Mt 14.13-21




A primeira multiplicação dos pães





Este
é o único milagre que todos os evangelistas registram. Ver notas sobre
#Mc 6.30-46; #Lc 9.10-17; #Jo 6.1-15. Jesus ouvindo isto (13). Esta
frase liga os milagres, que seguem, com a morte de João, quanto a ordem
cronológica. Vê-se dos vers. 1-2 que Mateus narra sua história no
passado. Aqui, como em outros trechos, o propósito do escritor não é
contar a história na sua ordem cronológica, mas apresentá-la de um modo
que fique gravada na memória. O povo (13), melhor a multidão. A hora é
já avançada (15). Indicação de que era a hora do jantar. Pães (17),
melhor, pãezinhos. Se assentasse (19). Iam reclinar-se sobre o cotovelo
esquerdo, pois era o costume daquela época, para comerem. Alcofas (20)
-gr. kophinous, “cesta para comprar”. Ver notas sobre #Lc 9.17. Este
milagre ilustra o valor de alimentar-nos com Cristo no coração, mediante
fé na sua palavra. Ver #Jo 6.27-59, que relata o discurso do Senhor,
sobre o “pão da vida”, que seguiu, como resultado direto da
multiplicação miraculosa.







Este
é o único milagre que todos os evangelistas registram. Ver notas sobre
#Mc 6.30-46; #Lc 9.10-17; #Jo 6.1-15. Jesus ouvindo isto (13). Esta
frase liga os milagres, que seguem, com a morte de João, quanto a ordem
cronológica. Vê-se dos vers. 1-2 que Mateus narra sua história no
passado. Aqui, como em outros trechos, o propósito do escritor não é
contar a história na sua ordem cronológica, mas apresentá-la de um modo
que fique gravada na memória. O povo (13), melhor a multidão. A hora é
já avançada (15). Indicação de que era a hora do jantar. Pães (17),
melhor, pãezinhos. Se assentasse (19). Iam reclinar-se sobre o cotovelo
esquerdo, pois era o costume daquela época, para comerem. Alcofas (20)
-gr. kophinous, “cesta para comprar”. Ver notas sobre #Lc 9.17. Este
milagre ilustra o valor de alimentar-nos com Cristo no coração, mediante
fé na sua palavra. Ver #Jo 6.27-59, que relata o discurso do Senhor,
sobre o “pão da vida”, que seguiu, como resultado direto da
multiplicação miraculosa.


2) Mc 6.34-44


A PRIMEIRA MULTIPLICAÇÃO DOS PÃES

Este
milagre é o único comum a todos os quatro evangelhos. Veja #Mt
14.13-21; #Lc 9.10-17; #Jo 6.1-15. É provável que a sugestão dos
discípulos visasse interesses outros que os do povo. Eles foram
desapontados quanto ao retiro a sós com Jesus, e possivelmente tinham
fome também (cfr. 31). A resposta de Jesus veio como repto para agirem,
aparentemente além das suas possibilidades: “Dai-lhes vós” (37): note a
ênfase dada pela ARA-“vós mesmos”. Tais palavras servem como repreensão
contínua à igreja na sua incapacidade diante de um mundo faminto. A
igreja contempla seus recursos insignificantes com desânimo. Torna-se
patente que toda necessidade pode ser satisfeita uma vez que O Senhor
tenha o uso daqueles recursos. O denário varia, no seu valor moderno,
conforme o câmbio. Por esta razão é melhor computar o valor como salário
de um dia para o operário. A quantia mencionada pelos discípulos era
além das suas possibilidades, e aquém do mínimo preciso. Marcos descreve
o incidente de uma maneira excepcionalmente vívida. A multidão foi
organizada em grupos (gr. symposia symposia, lit. “em grupinhos
festivos”); sobre a relva verde… em grupos (gr. prasiai prasiai, lit.
“como canteiros”). As vivas cores das roupas contra o fundo verde da
erva produziram o efeito de um jardim, com flores. O propósito deste
agrupamento foi evitar confusão e servir a todos “com decência e ordem”
(#1Co 14.40). Há certa semelhança entre o vers. 41 e #Mc 14.22, que
talvez sugira nesta refeição no deserto uma antecipação da Ceia do
Senhor. Porém a interpretação mais segura é que era costume naquela
época o hóspede proceder desta maneira, e estas simples ações do Senhor
se revestiram mais tarde de uma significação mais profunda dentro da
comunhão apostólica. Fica oculta a maneira em que o milagre foi
efetuado, se nas mãos do Senhor mesmo, ou nas dos Seus discípulos. Os
racionalistas já tentaram muitas vezes desfazer o elemento milagroso da
história, alegando que o número de pessoas fosse exagerado; outrossim,
que se persuadiu o povo de partilhar sua merenda. Se fosse assim, é
curioso que um acontecimento tão vulgar tenha sido conservado nos quatro
Evangelhos. Tudo depende da maneira em que se interpreta a pessoa de
Jesus Cristo. Se é realmente Deus manifestado na carne, não há nenhuma
dificuldade real em crer que Ele operou nesta ocasião um prodígio de
criação, como os evangelistas tão claramente o apresentam. Cestos (43):
gr. kophinoi. Levados pelos judeus em viagem, para não comer alimentação
dos gentios, cfr. #Mc 8.8,19-20. Pedaços de pão: não migalhas, mas os
pedaços que sobrarem depois de divididos os pães. À luz da versão
joanina do incidente, que continua com o famoso discurso sobre o pão da
vida, não há dúvida acerca da significação da história. Jesus não é
apenas o Autor da vida; Ele é também a Força e Sustentador da vida, tão
indispensável para a vida do cristão como é o pão cotidiano para o
corpo. Jesus oferece perfeita satisfação na vida íntima do crente que
pode, cada dia e cada hora, se alimentar com Ele, pela fé.
3) Lc 9.10-17

A ALIMENTAÇÃO DOS CINCO MIL

Quando
os apóstolos voltaram com seus relatórios, Jesus levou-os à parte para
um retiro na parte nordeste do lago, porém o povo O seguiu e interrompeu
Seu plano. Ainda assim Ele deu a eles boa acolhida e ministrou àquela
gente.
Quando
entardeceu, os doze sugeriram que Ele mandasse embora o povo, a fim de
que conseguissem comida e alojamento nas aldeias circunvizinhas. Em vez
disso, Ele fez com que os discípulos os alimentassem com o que eles
próprios possuíam, cinco pães e dois peixes. Fez Ele com que o povo todo
se sentasse em grupos de cinqüenta e, depois de ter abençoado o
alimento, entregou-o aos discípulos para ser distribuído. Todos se
satisfizeram e doze cestos foram cheios com os fragmentos restantes. A
importância especial deste milagre é marcada pelo fato de que é o único
registrado em todos os quatro Evangelhos. Os relatos paralelos são #Mt
14.13-23; #Mc 6.30-46 e #Jo 6.1-15, onde se podem ler as notas
equivalentes.
Uma
cidade chamada Betsaida (10). Não “a cidade de André e Filipe” (#Jo
1.44), a qual ficava situada na parte leste do lago, porém Betsaida
Júlias que estava no lado oeste do alto Jordão no território de Filipe, o
tetrarca. Cerca de cinco mil homens (14). Mateus acrescenta “além de
mulheres e crianças”; entretanto, destas haveria muito poucas. Erguendo
os olhos para o céu, os abençoou (16). Todos os quatro relatos notam
esse detalhe, vendo nele o segredo de todo o poder manifesto. Partiu e
deu (16). Os verbos gregos estão em tempos diferentes; partiu indica um
ato único, e deu uma ação continua. A medida que o alimento estava sendo
distribuído, foi sendo multiplicado. Doze cestos (17). A palavra grega
para cestos é kophinos, sendo que eram usados pelos judeus quando
viajavam, para evitarem comprar alimento dos gentios.

Jo 6.1-14

CINCO MIL PESSOAS ALIMENTADAS

Este
é o único milagre comum a todos os quatro Evangelhos. Ver notas, #Mt
14.13-23; #Mc 6.30-46; #Lc 9.10-17. “A narração de uma cena crítica na
obra de Cristo na Galiléia é seguida pela narração de uma cena
semelhante em Jerusalém” (Westcott). “O evangelista já descreveu e
explicou a incredulidade dos judeus em Jerusalém. Agora, não obstante
#Jo 4.45-54, expõe a incredulidade dos Galileus” (Hoskyns). Os dois
sinais relatados neste capítulo constituem o fundo para o discurso sobre
o pão da vida. A multiplicação dos pães para os cinco mil ocorre depois
destas cousas (1) e quando a páscoa estava próxima (4). Embora seja
praticamente impossível estabelecer uma cronologia exata dos
acontecimentos, é bem provável que o ministério de Jesus na Galiléia,
como narrado nos sinóticos, se enquadre dentro do tempo marcado pelos
limites do capítulo 6. A narrativa episódica do capítulo 6 abrange “o
essencial do ministério na Galiléia” (Westcott). A multiplicação dos
pães para os cinco mil tem lugar nos textos sinóticos depois da volta
dos discípulos, após suas lidas missionárias e o triste anúncio da morte
do Batista. A turba foi conquistada pela benevolência de Jesus que
sempre fazia o bem, e o seguiu de lugar em lugar. Note-se que Jesus
desejou passar um tempo quieto (cfr. #Mt 14.13; #Mc 6.31; #Lc 9.10). A
narrativa joanina difere das sinóticas em diversos pormenores. Não lhe
faltam evidências autênticas de uma testemunha ocular. A páscoa estava
próxima (4). Este detalhe explica a presença de uma grande multidão, e
sugere algo para compreender o sentido espiritual do milagre. Jesus vê a
turba chegando, e propõe que se coma (5). Tomando a iniciativa, Ele
fala sobre o assunto com Filipe, possivelmente com o intuito de
prová-lo, porque ele bem sabia o que estava para fazer (6). Filipe
responde de uma maneira eficiente e calculada (7). Na sua resposta, ele
não avalia a situação à luz da fé, nem contempla a capacidade do Senhor
de satisfazer as necessidades do povo. Alguém sugere que a exatidão da
resposta pressuponha uma consideração prévia do problema, e que a
importância citada represente o total dos seus recursos materiais. Um
rapaz (9); gr. paidarion, “rapazinho”. Cevada (9); comida dos pobres. O
detalhe salienta mais ainda a insuficiência dos recursos dos discípulos.
Jesus manda aos discípulos que façam assentar-se o povo. Povo, homens
(10). É possível que a referência específica aos homens indique chefes
de famílias, e que todo o povo se sentou em famílias. Jesus abençoa a
parca provisão, que se multiplica milagrosamente para o povo (11). João
preserva a ordem de Jesus que recolham os pedaços, em conseqüência da
qual doze cestos ficaram cheios dos pedaços de pão (12,13). A turba fica
sobremaneira impressionada e reconhece a significação messiânica do
milagre: Este é verdadeiramente o profeta que devia vir ao mundo (14).
Ver #Dt 18.15. O milagre sem dúvida relembra ao povo a provisão do maná,
séculos antes. Ver comentário sobre a discussão mais tarde na sinagoga.

Autor: F Davidson – Edições Vida Nova

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