Nada de novo sobre “fim do mundo”, ano 1000, o ano do terror

A intenção do título acima é de
mencionar um fato triste da história do cristianismo, que se adequa ao nosso
tempo, tendo em vista mais uma frustrada tentativa de teóricos de marcar uma
data especulativa sobre o fim do mundo, baseados no calendário Maia. Não há
nada de novo em previsões do fim de mundo, outras já foram feitas, mas tudo
especulações e teorias infundadas, e uma delas foi à do ano 1000 o “ano do
terror”, onde o cristianismo já vivia um período de trevas, pois a igreja da
época encontrava-se corrompida, e com as infundadas especulações, criou-se um
pânico generalizado.
Segue abaixo relatos históricos
sobre a aproximação do ano 1000:
Ao apro­ximar-se o ano 1000 da
igreja, juntou-se o terror. Pela su­perstição do povo, apoderou-se de todos um
tal pânico como de certo não se tinha visto até então. Não tinha, por­ventura,
o Senhor dito que depois de mil anos Satanás sai­ria da sua prisão, e andaria
por toda parte enganando as nações nos quatro cantos da terra? (Ap 20). E, em
vista disto, muitos pensavam que o fim do mundo estava verda­deiramente
próximo.
Houve um ermitão de Turíngia
chamado Bernhard, que, mal compreendendo estas palavras da Bíblia, tomou-as
para seu tema, e saiu no ano 960 a pregar a aproximação do julgamento. Havia
alguma aparência da verdade nesta doutrina, e a ilusão influiu no ânimo dos
supersticiosos de todas as classes. Monges e ermitões pregavam a doutrina e,
muito antes do ano começar, soava este grito terrível por toda a Europa.
O povo encaminhava-se para a
Palestina, deixando as suas terras e as suas casas, ou legando-as, como
expiação dos seus pecados, às igrejas ou aos mostei­ros. Os nobres vendiam os
seus domínios, e até os príncipes e os bispos iam em peregrinação,
preparando-se para o aparecimento do Cordeiro no monte Sião. Um eclipse do Sol
e outros fenômenos no céu contribuíram para aumen­tar o terror geral, e
milhares de pessoas fugiram das cida­des para se refugiar nas covas e cavernas
da terra.
 Os terríveis vaticínios, que se
hão de realizar no dia do julgamento, pareciam ter-se já cumprido; havia
“sinais no sol, e na lua e nas estrelas, e na terra aperto das nações em
perplexidade, pelo bramido do mar e das ondas, homens desmaiando de terror, na
expectação das coisas que sobre­virão ao mundo” (Lc 2.25,26). Naquele ano
nem as casas dos ricos, nem as dos pobres foram reparadas, e as terras e vinhas
ficaram incultas. Não se recolheram searas, porque não se tinham feito
sementeiras! Não se erigiam novas igrejas ou mosteiros, porque em poucos meses
esperavam não haver sequer seres humanos para frequentá-los.
Por fim começou o último dia do
terrível ano. Quando chegou a noite, poucos eram os que estavam em condições de
procurar as suas camas: os vestíbulos e pórticos das igrejas estavam apinhados
de gente que esperavam ansio­samente e com medo esse julgamento tremendo. Foi
uma noite sem sono para toda a Europa.
Mas despontou o outro dia: o sol ergueu-se no firmamento como de
costume e lan­çou o seu brilho sobre um mundo que não tinha acabado
mas que
estava cheio de fome; não havia sinais sinistros no céu, nem temores na terra:
tudo continuava como dantes. De todos os corações saiu um suspiro de alívio. A
multidão iludida voltou para as suas casas e todos se entregaram às suas
ocupações habituais. O ano do terror tinha passado e o século onze da Era
Cristã havia começado!
Por Carlos Reghine
Fonte da citação: História do
cristianismo, Knight, Anglin. CPAD
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Nada de novo sobre “fim do mundo”, ano 1000, o ano do terror

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Meu nome é Júlio Fonseca sou Pastor da Igreja de Deus no Brasil na pequena cidade de Anhanguera/Go. Usando a internet para levar a palavra de Deus a todos. Com paz, amor e respeito.

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