MULTIDÃO, SEGUIDOR OU DISCÍPULO. QUEM VOCÊ É?

 Multidão, seguidor e discípulo, Jesus desenvolveu pelo menos três tipos de relacionamentos e observamos os três tipos de pessoas com quem ele se relacionava freqüentando nossa igreja hoje. Podemos dizer que em toda igreja existe o visitante, o participante e o discípulo.
Vamos chamar o visitante de multidão, o participante de seguidor ocasional e colocar esses dois níveis de relacionamento em contraste com a vida de um discípulo.

1. Jesus e a multidão
O primeiro nível de relacionamento que Jesus teve foi com a multidão (Jo 6.2). O relacionamento que a liderança tem com essas pessoas é um relacionamento de massa, impessoal e distante; um relacionamento de multidão. Esse relacionamento é com irmãos que não têm visão clara de nada: da vida cristã, dos princípios de vitória, do andar no espírito etc. Todas as áreas de sua vida são mais ou menos nebulosas. Vivem em altos e baixos em sua vida cristã. 
1.1 O que leva alguém a ser multidão?
Evidentemente, existem pessoas que vivem nesse nível de relacionamento por não terem recebido instrução ou ensinamento. Diríamos que são involuntariamente multidão. Mas a maioria faz uma opção por esse nível de relacionamento por inúmeras razões. Vamos ver algumas:
a) Decepção com estruturas e líderes
Relações frustrantes, escândalos, feridas profundas e decepção com as estruturas da igreja produzem irmãos descrentes de tudo e de todos. Apenas seguem adiante, sem nenhum compromisso com o Corpo. Infelizmente tais pessoas não percebem que a desilusão é o começo do crescimento.
b) Medo de serem conhecidas
O temor de serem rejeitadas, decepcionadas, exploradas ou manipuladas leva as pessoas a fugirem do compromisso do discipulado. Todavia isso não é uma justificativa para ficarmos à parte do mover de Deus e da vida da Igreja.
c) Ignorância do melhor de Deus
Alguns acham que a vida espiritual miserável em que vivem é o único modelo de vida com Deus, que seus problemas são apenas seus e que ninguém os ajudaria ou entenderia.
d) Participação em “obras mortas”
Existem igrejas que produzem crentes da multidão porque não possuem um fluir do Espírito e da Palavra que o confronte e o traga à intimidade com Deus. São igrejas-berçário que se contentam em fazer programação para entreter os irmãos em vez de desafiá-los a uma vida profunda.
e) Falta de compromisso
Há pessoas que sabem o que Deus quer, convivem com pessoas de visão, no entanto, optam por uma vida descompromissada.
Características da multidão
• Relacionamento distante e impessoal;
• Diálogos sempre muito superficiais, conversas frívolas e fúteis;
• Fraca resposta ao desafio da Palavra de Deus;
• Não aceitam ser cobrados ou confrontados em sua conduta;
• Não se deixam tratar por ninguém;
• Possuem motivação desconhecida, portanto não são confiáveis para qualquer obra ou posição de responsabilidade e liderança;
• O nível de crescimento é baixo;
• São totalmente independentes;
• São infantis, confusos, religiosos e materialistas;
• Nada herdam espiritualmente de seus líderes;
• Fogem de tomar a cruz, pois não toleram o desprazer;
• Possuem uma vida egocêntrica;
• Vivem de aparência.

2. Jesus e os seguidores
O segundo nível de relacionamento de Jesus foi com aquelas pessoas que o procuravam para serem aconselhadas.
Os seguidores ocasionais sempre têm alguma ou todas estas características:
• São religiosos e legalistas, alimentam-se da Palavra, mas com uma ótica religiosa e mística;
• São festivos, chegam, marcam presença, dão boas sugestões, estão nos jejuns, mostram-se intensos e desaparecem até a próxima temporada de fogo;
• São místicos, se conduzem com base no fervilhar de sonhos, profecias, visões e fábulas;
• São mornos. Deixam-se tratar apenas superficialmente quando há pressões ou alguma dificuldade.
• Possuem um relacionamento freqüente, mas superficial;
• Os diálogos são abrangentes, mas não permitem o tratamento do caráter;
• Possuem uma resposta superficial e até religiosa à Palavra;
• Estabelecem ligações por conveniência com a liderança;
• Fogem de cobrança e de confrontação;
• Vivem estagnadas na apatia espiritual;
• São fiéis às programações, normas e preceitos da estrutura religiosa, mas não se deixam tratar pela cruz;
• Nada herdam espiritualmente;
• Suas opiniões próprias são muito fortes e por isso são fechados para aprender com outros.

3. Jesus e os discípulos
O terceiro nível de relacionamento que Jesus construiu foi com seus discípulos. Neste nível, a proximidade é total, a intimidade e a liberdade com as quais se expressam pensamentos e sentimentos são completas; o compromisso e a renúncia também são totais. As motivações dos discípulos e o potencial de resposta de cada um são intimamente conhecidos e sobre essas bases os desafios são realizados. O discipulado nos fala da aceitação do preço da Cruz. Precisamos entender com clareza isto: discipulado são vínculos formados em Deus, vínculos que implicam em decisão, custos a serem pagos e um objetivo a ser cumprido.

Características do discípulo
• Possui intimidade e transparência para com o seu discipulador;
• Responde de forma completa à Palavra de Deus;
• É submisso;
• Manifesta um crescimento constante e desobstruído;
• É aberto e maleável o suficiente para se deixar tratar;
• Suas motivações são conhecidas;
• É dependente de Deus;
• Possui uma vida de vitória;
• Ao final do processo alcança um ministério reconhecido;
• Possui clareza dos princípios da Palavra de Deus.
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Deus te ama e tem um plano maravilhoso de vida e salvação para você!!!
Pastor Júlio Fonseca

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