Manifestantes contra o casamento gay na França realizam protesto em Paris

Mesmo com a aprovação praticamente certa, os opositores não desistem e realizam diversos protestos

O casamento homo-afetivo e a adoção por casais do mesmo sexo têm causado muita discussão na França e dividindo opiniões. Entre 30 e 50 mil pessoas contrárias ao casamento gay marcharam neste domingo (21) pelas ruas de Paris, com bandeiras nas cores rosa e azul, em protesto contra lei que permitirá a união homo-afetiva e a adoção de crianças por esses casais na França.

                                      REUTERS/Jacky Naegelen

Manifestantes realizam protesto em Paris contra


casamento gay

Segundo pesquisa do instituto BVA, 58% da população francesa se declaram favoráveis ao casamento gay. A manifestação foi organizada em última hora com intuito de se anteciparem a aprovação da lei que está prevista para esta terça-feira (22). Na ocasião do protesto, os manifestantes gritavam que não queriam aquela lei e seguravam uma faixa escrita “Tudo nasceu de uma mãe e um pai”.

Segundo a Reuters Brasil, a aprovação da lei foi agilizada com o objetivo do governo evitar uma outra grande manifestação, que já estava programada para acontecer no final de abril. Mesmo com a aprovação praticamente garantida, os opositores do casamento gay não desistem e realizam diversos protestos.

A passeata deste domingo foi uma entre outros tantos protestos que estão sendo realizados em meses no País e que, segundo a Reuters, tem conseguido manchar a principal proposta de reforma social do presidente da França, François Hollande.

No último dia 24 de março, outra manifestação contra o casamento entre homossexuais reuniu cerca de 300 mil pessoas, segundo dados da polícia. Os organizadores prometem, que mesmo com a aprovação do casamento gay, já marcaram uma outra grande passeata para o dia 26 de maio em Paris.

“Nós avisamos o presidente em novembro que não desistiríamos e que faríamos de tudo para evitar que esta lei fosse aprovada, ou para revogá-la se for aprovada”, contou um dos organizadores da manifestação, Alberic Dumon, à Reuters.

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