Francisco de Assis, padroeiro dos animais?

Bichos lotam igreja no dia do “santo”
No Dia de São Francisco de Assis (4 de outubro), “padroeiro dos animais”, é tradição os donos levarem seus bichinhos para receber benção na paróquia do santo na Zona Sul de São Paulo. O comum é abençoar cachorros, gatos, passarinhos. Mas teve gente que levou até cavalo, hamster e tartaruga. Antes de ir para a escola, Vitória, de 7 anos, levou dois canários para acabar com as brigas (foto ao lado).
“Eles estão brigando muito. Ela acabou de chegar, daí ele está com ciúmes. Com a bênção acho que vai melhorar, eu vou deixar os dois dentro da gaiola juntos”. A enfermeira Antônia Santos usa todo o carinho que tem para cuidar dos seus animais de estimação. “São seis cachorros e 12 gatos”. No dia do protetor dos animais, nenhum tem descanso. “É uma emoção, é alguma coisa que eu posso dar pra eles através de Deus”. Uma gata virou companheira para Benedita Alves, auxiliar de escritório. “Depois que meu marido faleceu ela virou uma companheira. Ela está sempre do meu lado, quando estou triste, ela fica triste. Meus filhos adoram ela, ela é um amor”. As missas são realizadas às 15h, 16h, 17h, 18h e 19h30 (fonte: G1).
É uma noticia estarrecedora essa, levar animais para “receber bênção de santos”. Como se já não bastassem as grosseiras superstições que envolvem os chamados “santos”, clara e explicitamente condenadas pela Bíblia, agora as pessoas vão além, envolvendo “seus bichinhos”. E isso inclui até cavalos!
A coisa toda começou com personagens que, como a maioria das estórias “de santos”, se tornaram lendários e suas vidas, contos da carochinha. “São” Francisco, que não se chamava Francisco e sim Giovanni, era um filhinho-de-papai boa-vida, um playboyitaliano que vivia em farras, até o dia em que adoeceu gravemente e, aterrorizado pela morte, prometeu que se Deus o livrasse tornar-se-ia padre. Quando finalmente se curou, ainda teve outras aventuras e por fim, desiludiu-se da vida de festas e diversões. Depois de ter visões, sonhos e ouvir vozes como aconteceria com Joana D’arc um século depois, cumpriu a promessa e fez-se pregador itinerante. Há outras versões, entretanto, para sua “conversão”.
Vários episódios, uns reais e outros lendários, o cercam, dentre as quais este: chegando a certo vilarejo, viu que as pessoas não se interessavam por sua pregação e dirigiu-se então a um campo, perto de um lago. Ali começou um sermão para ninguém. Os
animais começaram a cercá-lo e ficaram ali parados, ouvindo sua pregação. Dizem que até os peixes do lago botavam a cabeça para fora d’água para ouvir a prédica. Algumas pessoas, passando,viram o milagre e se aproximaram, e assim ouviram a pregação do “santo”.
Uma história bem bonitinha mesmo, que explica a origem da expressão “padroeiro dos animais” – e, mais recentemente, para ser politicamente correto, da ecologia e dos ecologistas. Talvez um dia o Partido Verde e o Greenpeace o adotem também. Enfim, a 
história de “são” Francisco é um conto daqueles que dão excelentes gravuras para criança colorir. Também já rendeu pelo menos um filme de sucesso, “Irmão Sol, Irmã Lua”, dirigido em 1972 por Franco Zefirelli, repetindo a mesma fórmula “casal-de-jovens-bonitinhos-vive-amor-impossível” que usou em “Romeu e Julieta”, de 1968 (aliás, Zefirelli gostava da temática religiosa e depois também filmou “Jesus de Nazaré”, em 1977). Mas fora isto – material ficcional – nenhuma outra utilidade tem essa história. Como todas as lendas sobre “santos”, só serve para aumentar e perpetuar a devoção a um personagem que, assim, ocupa o lugar de Deus – recebe louvor, homenagens, preces, etc. Coisas que, segundo a Bíblia, só Deus é digno de receber, conforme qualquer um – católico, evangélico, espírita, ateu – pode ler em Salmo 145:3; ou em Apocalipse 5:12 e 13(clique para ler).
Toda essa obsessão por “padroeiros” tem origem nas religiões do mundo greco-romano, de onde a igreja católica copiou e adaptou inúmeros mitos e lendas, pensando com isso estar fazendo um favor a Jesus Cristo, aumentando o número de Seus seguidores. Ledo engano!
As religiões antigas eram pródigas em “padroeiros”. Ares, por exemplo, era um deus guerreiro, e se tornou protetor dos soldados, que o cultuavam com sacrifícios oferecidos em troca de proteção e vitória.  Posteriormente, virou “Marte” para os romanos. Você já percebeu que várias cidades possuem um “campo de Marte”? Trata-se de um local reservado a eventos militares. Em São Paulo existe um, onde fizeram um pequeno aeroporto. O de Roma era consagrado a essa divindade e hoje está cheio de construções do período barroco, como a Piazza Navona; no seu limite norte ainda se podem ver as ruínas do Mausoléu de Augusto, o maior dos imperadores romanos. No Campo de Marte de Paris, está a famosa Escola Militar Francesa. Do nome “Marte” vem a raiz “marcial” – como em “artes marciais” e outras coisas relacionadas a exércitos, paradas, desfiles etc. Com o tempo, os soldados romanos voltaram das batalhas no Oriente e de lá trouxeram o culto de Mitra, outro deus-guerreiro que acabou tomando o lugar de Marte na devoção dos militares.
O Poseidon grego (Netuno para os romanos), deus dos mares e oceanos, se tornou protetor dos marinheiros, e assim por diante. Não preciso dizer mais; apenas que, ao dominar a Grécia, Roma absorveu o panteãogrego, modificando apenas os nomes dos deuses. E com a decadência do império e a ascensão do catolicismo, a igreja romana fez uma osmose nessa mixórdia toda, adotando para si um exército de heróis e “santos” que visava unicamente substituir, para os novos fiéis, o culto dos antigos deuses. Assim, pensavam os padres, o povo não sentiria tanta diferença entre a crença antiga e a nova. Que bobagem! Era justamente a diferença entre o Cristianismo e o paganismo, e o ateísmo, que deveria atrair as pessoas a Cristo!
Até mesmo o antigo Panteão de Roma, um templo construído “para todos os deuses”, foi transformado em igreja… “de todos os santos”!!! Veja outros templos católicos – sucessores dos templos pagãos, “dedicados a um deus ou a um herói, os templos, decorados com esculturas (de deuses ou heróis) em relevo entre o teto e o topo das colunas, eram constituídos de pedras nobres como o mármore” (fonte). Qualquer semelhança não é mera coincidência!
Assim é que não é difícil perceber porque Ares virou Marte, que foi substituído por Mitra, que deu lugar a “são” Jorge, o “santo guerreiro”. Cosme e Damião incorporaram (eeepa!) as características de Castor e Polux. Ademais, a maioria dos “santos padroeiros de alguma coisa” têm sua origem no paganismo bárbaro e inculto. Até mesmo o costume antigo, de dar a cada cidade ou nação um “protetor”, reviveu sob o catolicismo – veja de novo aqui, por exemplo. E “são” Francisco, em que pese a sua bela historia de bondade e de caridade, de abnegação e “opção preferencial pelos pobres”, é uma abominação aos olhos de Deus – como todos os outros “santos” e “padroeiros”, doa a quem doer.
Veja o que a Palavra de Deus diz sobre isto:
Rezar para “santos” de qualquer quilate é, em última instância, tentativa de comunicação com os mortos. Os “santos” já morreram, certo? Eu estive em Assis e vi o “são” Francisco lá, mortinho da silva, numa cripta ricamente decorada. Posso afirmar com certeza que ele não ouviu nada do que foi falado ali, pertinho da sua tumba -pelo menos não deu nenhum sinal – quanto mais orações a milhares de quilômetros dali. E além do mais a tentativa de comunicação com os mortos é proibida por Deus. Deuteronômio 18:10-12 diz: “Não se achará no meio de ti (…) quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz estas coisas é abominável ao Senhor, e é por causa destas abominações que o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti”.
Logo, quem pratica a comunicação com os mortos não está em comunhão com a Palavra de Deus. Isaías 8:19-20 diz: “…acaso a favor dos vivos consultará os mortos? A Lei e ao Testemunho! se eles [a Lei e o testemunho, isto é, a Palavra de Deus escrita na Bíblia] não falarem segundo esta palavra, nunca lhes raiará a alva”. Aí está consignada a aproximação do catolicismo com a umbanda e também com o espiritismo, pois todas essas crenças procuram contato com entidades que não pertencem ao mundo dos vivos, e portanto estão afastadas de Deus!
E os mortos – “são” Francisco, espíritos desencarnados, Maria – não são nossos mediadores, conforme lemos em I Timóteo 2:5 – “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem”.
Portanto, caro amigo, abandone os caminhos errados enquanto ainda há tempo. Francisco de Assis, aliás, Giovanni, pode até ter sido um cara legal, embora preso à idolatria; fez caridade, gostava de bichinhos e de “santa” Clara, etc e tal. Até malhou o “papa” de sua época. Mas não temos permissão para colocá-lo numa posição que ele não pode assumir – a de conceder graças e atender preces, ainda mais abençoando animais, porque ele está morto! Ele não é Deus! A Bíblia é quem lhe faz esse alerta: “Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto” (Isaias 5:6).
Pare e pense!

176010


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