FAMÍLIA DO PASTOR OU FAMILIA DE PASTORES?

FAMÍLIA DO PASTOR OU FAMILIA DE PASTORES?
(1 TIMÓTEO Cap: 3)
[4] e que governe bem a própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito
[5] (pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?);
Até onde posso ver, esse texto apresenta a família como um referendo para quem almeja o episcopado (supervisão – função de quem é pastor).
Paulo orienta seu discípulo sobre as bases para a unção do ancião. Em primeiro lugar, deixa claro que não há nenhum problema em alguém querer a função de bispo (supervisor do rebanho de Deus):
[1] Fiel é a palavra: se alguém aspira ao episcopado, excelente obra almeja.
Em segundo lugar, apresenta os pré-requisitos que tornam uma pessoa passível de ser ordenada pastor. Entre estes está o que se refere a como cuida de sua casa.
Uma pessoa, entre outras qualidades, para ser considerada como postulante ao pastorado, tem de governar bem a sua casa. Seus filhos têm de ser disciplinados e respeitosos. É essa realidade familiar que atesta se o candidato é ou não um líder. É algo a ser observado antes da ordenação.
Essa, penso, é a relação entre a família do ministro e o seu ministério. A família respalda o seu ministério, porém, não necessariamente, ministra com ele.
Na história recente da igreja, entretanto, tem sido cobrado que a família do pastor ministre com ele: os filhos têm de ser líderes exemplares, a esposa, além de organista, tem de estar liderando as senhoras e o serviço social. Mais que a família do pastor, tem de ser uma família de pastores.
Curiosamente, esse é um fardo que, em geral, só é colocado sobre a família do pastor, os demais oficiais da Igreja ficam isentos: a família do presbítero não tem de exercer presbiterato, a do diácono não tem de exercer o diaconato, porém, à do pastor é comunicado, por meio de, na maioria das vezes, meias palavras, que se espera um exercício de pastorado: – mas você é o filho do pastor! por exemplo.
Essa sobrecarga injusta acaba por gerar, no pastor e na sua família, um estresse insuportável.. O ministério ao invés de fonte de benção, converte-se em fonte de neuroses e sofrimento. O que fica pior se o pastor adota essa mesma postura, tornando-se assim, o algoz da família.
Para o bem da Igreja, do pastor e de sua família, seria bom que a comunidade compreendesse que a família do pastor não é co-pastor. A família do pastor tem de ser pastoreada como qualquer família.
A família concede ou não, ao cristão, autoridade para postular o ministério. No demais a família do ministro é apenas mais uma família da comunidade, que merece ser tratada como as demais, isto é, bem tratada.

Ariovaldo Ramos
Deus te ama e tem um plano maravilhoso de vida e salvação para você!!!
Pastor Júlio Fonseca

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Meu nome é Júlio Fonseca sou Pastor da Igreja de Deus no Brasil na pequena cidade de Anhanguera/Go. Usando a internet para levar a palavra de Deus a todos. Com paz, amor e respeito.

  

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