Estado, propriedade e riquezas na visão de João Calvino

Estado, propriedade e riquezas na visão de João Calvino

Para Calvino, a missão política
do estado implica, pois, em intervenção na esfera econômica; não tanto como
produtor de bens, mas como regulador das trocas econômicas e da distribuição de
riquezas.
Na ausência desse regulador, o
bom funcionamento da vida econômica é corrompido pelo pecado. A ganância e os
monopólios obstruem a circulação de bens entre todos, e o esbanjamento de
alguns dizima as riquezas da sociedade.
A função do Estado com respeito
ás riquezas é, pois, em suma a seguinte; ele deve garantir a propriedade
privada, a fim de que haja ordem na sociedade. Mas, de outro, deve velar para
que a propriedade não se constitua em detrimento da propriedade de outrem e que
ela sirva à coletividade como um todo. A propriedade não é, pois, absoluta.
Antes, é LIMITADA E CONDICIONADA. Calvino chega a citar como exemplo a antiga
lei judaica que previa a redistribuição periódica das terras e a liquidação de
penhoras, de tal modo que a propriedade não se torne jamais uma fonte de
opressão social mediante o endividamento progressivo e real.Na perspectiva evangélica, é rico aquele que se encontra numa situação
privilegiada em relação ao próximo, qualquer que seja o volume de sua riqueza.
Somos sempre ricos em relação a alguém. O rico tem, portanto, uma missão
econômica providencial: comunicar ao mais pobre parte de sua riqueza, de tal
maneira que o pobre deixe de ser pobre e ele mesmo deixe de ser rico.
Fonte: O Humanismo Social de Calvino- André Biéler- Caderno 11 de “O Estandarte”
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