Como conhecemos a Deus

Como conhecemos a Deus

Nós O conhecemos por dois meios.
 
Primeiro: pela criação, manutenção e governo do mundo
inteiro, visto que o mundo, perante nossos olhos, é como um livro formoso¹, em
que todas as criaturas, grandes e pequenas, servem de letras que nos fazem
contemplar “os atributos invisíveis de Deus”, isto é, “o seu
eterno poder e a sua divindade”, como diz o apóstolo Paulo:
 
“Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como
também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do
mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são,
por isso, indesculpáveis;” Romanos 1.20
 
Todos estes atributos são suficientes para convencer os
homens e torná-los indesculpáveis.
 
Segundo: Deus se fez conhecer, ainda mais clara e plenamente,
por sua sagrada e divina Palavra², isto é, tanto quanto nos é necessário nesta
vida, para sua glória e para a salvação dos que Lhe pertencem.
 
¹Sl 19:1-4. 
²Sl 19:7,8; 1Co 1:18-21.
 
Artigo 2 da Confissão Belga³ – Como conhecemos a Deus
 
Sobre a ³Confissão
Belga
 
Esse valioso documento foi escrito numa época em que os
protestantes dos Países Baixos sofriam intensa repressão da Espanha católica
que dominava a região. Seu autor foi o pastor reformado Guido de Brès ou Guy de
Bray (c. 1522-1567), que, após passar alguns anos na Inglaterra como refugiado
(1548-1552), retornou à Bélgica, foi pastor em Tournay e pregou em toda a
região, tendo de fugir novamente em 1561, ano em que escreveu A Confissão.
Ele deplorava as tendências anárquicas de muitos correligionários e insistia na
importância de obedecer aos magistrados, tendo trabalhado com Guilherme de Orange,
o futuro libertador dos Países Baixos. Durante o cerco de Valenciennes, não
conseguiu convencer os radicais a se renderem e foi executado por rebelião.
 
A confissão foi escrita em francês e encaminhada pelo autor a
diversos estudiosos e teólogos, que fizeram pequenas modificações. Também
conhecida como Confessio Belgica ou Confissão da Valônia, foi
endereçada ao rei Filipe II na esperança de atenuar a feroz perseguição contra
a Reforma. Seu objetivo foi mostrar às autoridades espanholas que os reformados
não eram rebeldes, mas cristãos cumpridores da lei. Imediatamente foi traduzida
para o holandês (1562) e depois para o alemão (1566).  
 
Uma das principais características da Confissão Belga é a
ênfase sobre a importância da Igreja, um resumo da fé reformada para instruir
os de dentro da igreja e para informar os de fora da igreja.
 
Por Alderi Souza de Matos
 
Um Canal Reformado! Sempre reformando!

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One comment

  • É impressionante como muitas pessoas sofreram no passado para pregar a Palavra de Deus.

    Graças ao Pai Celestial hoje podemos escrever na internet e ainda ler o que outros escrevem.

    Em Jesus

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