8 coisas do dia-a-dia de alguns que são proibidas em países islâmicos radicais

Temos visto pela internet a
intolerância em alguns países islâmicos, principalmente contra os cristãos,
diversos missionários sofrem abusos e são assassinados por defenderem sua fé em
Cristo Jesus, o que é uma afronta ao islamismo.
Se você, cristão ou não, pretende
ir a um pais islâmico, preste atenção nestes detalhes, que foram postados por Carolina
Vilaverde, jornalista da revista SuperInteressante:
Aqui, mostramos coisas que
são comuns no seu dia-a-dia, mas que seriam condenáveis em países muçulmanos
conservadores:
1. Acessar a internet livremente

Você que passa horas navegando na
web e adora falar mal do governo pelo Facebook, jogue as mãos para o céu e
agradeça por morar no Brasil. Durante o regime de Hosni Mubarak, o Egito não
censurou diretamente a internet, mas manteve seus principais blogueiros e
críticos do governo sob constante vigia. Mubarak caiu, mas a prática continua.
Pessoas têm sido perseguidas, ameaçadas e até presas por criticar os rumos do
país na web, segundo um relatório do Reporters Without Boarders de
março de 2012.
Outro país com restrições é o
Irã. No começo do ano, quando a Revolução Islâmica completou 33 anos, o
acesso a contas de e-mail e redes sociais foi cortado. Havia boatos de que
protestos contra o governo estavam sendo organizados na época. No dia 25 de
setembro, vários jornais internacionais divulgaram que o país parece já
ter as bases técnicas para criar uma rede online nacional. Os iranianos teriam,
então, sua própria rede de internet, separada da web que o resto do mundo usa.
E isso, obviamente, só aumentaria o controle sobre as informações que podem ser
acessadas no país.
2. Beber cerveja

Várias passagens do Alcorão
afirmam que todos os produtos intoxicantes são proibidos. Por isso, países como
Líbia, Irã, Paquistão e Arábia Saudita tornaram as bebidas alcoólicas ilegais.
Na Arábia Saudita, você só conseguirá consumir álcool se for um diplomata
estrangeiro. Ou se arranjar uma garrafa com um contrabandista. Há décadas, os
líbios só conseguem beber cerveja ou vinho assim: comprando no mercado negro. E
no Irã, onde o mais comum é produzir a própria cerveja em casa, a punição para
quem é pego bebendo não é nada leve: são 80 chicotadas.
3. Namorar

Muçulmanos não podem ter nenhum
tipo de intimidade com pessoas do sexo oposto de fora da família antes do
casamento. Nada de tirar um tempo para conhecer melhor o pretendente, nada de
criar intimidade antes do casório. A escolha do marido ou esposa segue o padrão
do Islã: é a família quem decide, depois de muito planejamento e ponderação,
sem estar sob o efeito da agitação dos hormônios dos jovens.
Apesar de “mortes por honra”
serem ilegais na Arábia Saudita, quase não há condenação a esse tipo de
assassinato. No Paquistão, as coisas melhoram um pouco: sexo fora do casamento
não é mais punido com a morte, mas com uma prisão de até 5 anos. No Irã,
uma pessoa solteira que fizer sexo pode levar 100 chicotadas.
4. Dirigir carros (se for mulher)

Em setembro de 2011, as mulheres
da Arábia Saudita conquistaram um direito básico: o de poder votar e concorrer
às eleições locais pela primeira vez. Não que a gente possa se gabar. Mulheres
brasileiras só puderam votar em 1932. Agora, as sauditas tentam quebrar outra
barreira para sua independência: poder dirigir um automóvel.
No ano passado, Manal al-Sharif,
de 32 anos, foi presa apenas por ter divulgado um vídeo em que dirigia. Outra
mulher, identificada apenas como Shema, foi condenada a 10 chicotadas por ter
desrespeitado a ordem de não dirigir. Essa restrição é feita pelos religiosos
muçulmanos. E o mais chocante é que não existe uma lei escrita que proíba a
ação no país. Mesmo assim, as punições contra quem descumpre a regra são feitas
de forma oficial, como a prisão de Manal.
5. Viajar desacompanhada (se for mulher)

Nos Emirados Árabes, um país mais
liberal, as mulheres podem dirigir. A proibição fica por conta das passageiras.
Uma moça só pode pegar um táxi sozinha em Dubai se outra estiver ao volante. Na
Arábia Saudita, as mulheres sofrem diversas restrições: não podem escolher as
próprias roupas, não têm direito sobre o próprio corpo e não podem viajar sem a
permissão do marido ou pai. Esta última regra é tão rígida que está afetando
até estrangeiras que chegam ao país. Quase mil peregrinas muçulmanas vindas da
Nigéria foram detidas esta semana pelas autoridades sauditas por estarem sem
acompanhantes. As mulheres, que tinham como destino a cidade de Meca, estão
sendo ameaçadas de deportação.
6. Raspar a barba

Se você é do tipo que reclama
sempre que tem que fazer a barba, pense duas vezes na próxima vez. Em alguns
países islâmicos, a prática é reprovada e pode gerar até perseguições
religiosas. Segundo algumas interpretações do Alcorão, o ato de raspar a barba
é pecado. No Egito, religiosos muçulmanos que seguem essa linha estão em uma
campanha informal para convencer os barbeiros a deixar de oferecer o serviço. O
barbeiro Bahaa Shaaba contou ao site Egypt Independent que seu
estabelecimento foi invadido por homens que lhe acusaram de pecador e disseram
que ele pagaria por isso no dia do julgamento.
Depilar o rosto ou arrancar os
pelos que estão sobrando também não é de bom tom. Mas, se depender de alguns
barbeiros, a prática deve continuar. “Para ser honesto, ficamos com medo de ir
para o inferno e paramos de barbear as pessoas durante uma semana. Então,
percebemos que íamos falir, e voltamos a fazer o serviço”, disse Shaaban.
7. Ler o livro que você quiser

“A imprensa é livre para
expressar sua opinião, desde que ela não seja contra a fundação do Islã ou dos
direitos das pessoas, e a lei vai explicar os detalhes”. Esse é o artigo 24 da
Constituição da República Islâmica do Irã. Na prática, esses detalhes proíbem,
entre outras coisas, qualquer obra que crie uma atmosfera de perda dos valores
nacionais ou de valorização da cultura ocidental.
Você já sabe o que aconteceu
depois: diversos livros foram banidos do Irã. Entre eles, alguns best-sellers,
como “O Código da Vinci”, de Dan Brown, e algumas publicações políticas
importantes como “O Contrato Social”, de Jean-Jacques Rousseau. Além disso,
escritores conceituados, como Gabriel García Márquez e seu livro “Memória de
Minhas Putas Tristes”, estão banidos. Ah, “O Zahir”, do brasileiro Paulo Coelho
também está na lista dos proibidos.
8. Ser gay, lésbica ou bissexual

Mesmo com todo o preconceito que
ainda existe com os homossexuais no mundo ocidental, ainda estamos na frente de
muitos países islâmicos neste tema. O Islã deixa sua posição sobre o assunto
bem clara: a homossexualidade é proibida.  As explicações variam. Alguns
afirmam que isso distorce a ordem natural na qual Deus criou os seres humanos.
Outros dizem que isso leva à destruição da família e da instituição do
casamento. As duas justificativas se parecem bastante com o argumento dos
religiosos cristãos contra os gays. Mas pode ser pior.
No Líbano, onde a homossexualidade
é ilegal, 36 homens foram presos e torturados porque estavam em um cinema
pornô-gay no começo de agosto.  No Afeganistão, a orientação sexual
também dá cadeia. Sudão e Arábia Saudita têm pena de morte para a os gays.
Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã, onde também há a pena de morte nesses
casos, declarou em entrevista a CNN nesta semana que a
homossexualidade é “um comportamento muito desagradável” proibido por “todos os
profetas de todas as religiões e todas as fés”.

Ví em: Super Abril

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