4° Trim. 2012 – ADOLESCENTES – Lição 12: Fale o que convém!

 
PORTAL ESCOLA DOMINICAL
ADOLESCENTES – CPAD
4º Trimestre 2012
Tema: Cartas que ensinam
Comentarista: Ciro Sanches Zibordi
LIÇÃO 12 – FALE O QUE CONVÉM!
Objetivo
Professor (a) ministre sua aula de forma que possa conduzir o aluno a:
Assimilar os conselhos de Paulo a Tito; conscientizar-se a Bíblia nos
ensina a conduzir-se de
forma a sermos felizes, por essa razão devemos
colocar em pratica os seus conselhos.
 Para refletir 
 
“Tu, porém, fala o que convém à sã doutrina.”(Tt. 2:1 – ARC).
Neste versículo, Paulo dirigiu-se diretamente a Tito, insistindo que
esse tenha sempre o propósito de transmitir a saudável Palavra de Deus,
contrastando com as heresias que surgiam tenazmente naquela época. Em
nossos dias não é diferente, não são poucas as heresias de um
pseudo-evangelho totalmente estranho à genuína Palavra de Deus. O
cristão, segundo o conselho de Paulo, deve preocupar-se seriamente em
ater-se  a práticas saudáveis, que nos edifique e que os imunize contra
doutrinas heréticas.
Texto Bíblico: Tt. 2:1-10.
A Epistola deTito
Autor:Paulo
Data:Cerca de 64 d.C.
Tema:Organização da Igreja, combate à dissensões.e heresias.
Palavras-chave:diligência, compromisso, responsabilidade.
Contexto Histórico e Data
É estranho que uma pessoa cujo nome esteja listado entre os livros do
NT seja tão pouco conhecida. Mesmo que Tito fosse companheiro e um
valioso colaborador de Paulo, não existe nenhuma menção a seu respeito
em Atos. Alguns suspeitam que ele ara irmão de Lucas, mas nada há de
concreto.
Tito era grego e evidentemente um convertido de Paulo. O fato de Tito
não ser circuncidado (Gl 2.3) indica que ele não foi criado no judaísmo,
nem tornou-se um prosélito. Paulo tinha muita estima por Tito e o
apostolo se inquietava quando havia pouco ou nenhuma notícia sobre as
atividades e o paradeiro do jovem.
Embora o NT não registre um ministério de Paulo em Creta, passagens
como Tito 1.5 indicam claramente que ele e Tito conduziram uma missão
lá. Essa missão provavelmente tenha acontecido em alguns momentos
durante 63-64 d.C., após a libertação de Paulo de sua primeira prisão em
Roma. Como tinha pouco tempo, Paulo deixou Tito em Creta para cuidar de
novas igrejas. Então o apóstolo partiu para outras áreas de trabalho.
Em algum momento a caminho de Nicópolis, na Grécia (3.12), ele escreveu
para Tito. A carta dá indicações de ter sido escrita durante o outono,
provavelmente por volta de 64 d.C. (3.12).
Conteúdo
A carta a Tito tem uma afinidade com 1Timóteo. Ambas as epistolas são
endereçadas a jovens homens aos quais tinham sido designados de
liderança responsável em sua respectivas igrejas durante a ausência de
Paulo. Ambas as epístolas ocupam-se com as qualificações daqueles que
devem liderar a ensinar as igrejas. Tito tinha três grandes temas – a
organização da igreja, a doutrina correta e a vida santa. Tito tinha de
ordenar os presbíteros em cada cidade onde existia o núcleo de uma
congregação. Eles deviam ser homens de alto caráter moral, e deveriam
ser inflexíveis em questões de princípio, mantendo a verdadeira doutrina
apostólica e sendo capazes de reprovar os opositores.
Esboço de Tito
I. Introdução 1.1-5
II. Instruções em relação aos presbíteros 1.6-16
III. Instruções em relação à conduta cristã 2.1-3-7
IV. Instruções finais 3.8-11
V. Instruções e saudações 3.12-15
Não jogue conversa fora
Ética pode ser entendida como o grupo de regras e princípios que
orientam a conduta do homem, fazendo-o diferenciar entre certo e errado.
A ética cristã refere-se aos padrões e práticas morais fundamentadas
nos princípios bíblicos. Alguns destes princípios nos são revelados com
muita propriedade no texto base da lição e envolvem toda a nossa vida,
bem como os relacionamentos que a compreendem.
Mostra a conduta ética que deve ser adotada por todos os membros da igreja. Postula que, como cristãos, precisamos viver “… neste presente século sóbria, justa e piamente” (Tt 2:12), como verdadeiros filhos de Deus.
O cristão deve adotar o comportamento ético de em todo tempo comunicar
as verdades bíblicas, ter uma conduta irrepreensível em seu dia-a-dia.
Deve ainda lembrar-se que é”… o exemplo dos fiéis…”(1 Tm 4:12),
atentando para os seguintes aspectos:
  1. O comportamento do cristão deve refletir o modelo bíblico – “Em tudo, te dá por exemplo de boas obras… para que o adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer de nós”(Tt
    2.7,8). Tito é admoestado a primar por ser exemplo. Ele deveria ter um
    comportamento padrão, capaz de impactar a igreja, influenciando-a a ‘reproduzir’
    sua conduta, por isso devemos preocupar-nos em sempre dar exemplos que
    confirmem com as Escrituras, levando uma vida reta, irrepreensível e não
    receba nenhuma acusação dos opositores do Evangelho de Cristo.
  2. A autoridade do líder deve estar fundamentada nas escrituras –“Fala disto, e exorta, e repreende com toda a autoridade. Ninguém te despreze”(Tt
    2:15). O cristão possui autoridade que lhe foi constituída por Deus.
    Ele deve acreditar nessa autoridade e dela fazer uso. O versículo acima
    dá a entender que a ‘fala’ do crente deve estar permeada de
    verdades bíblicas. Seja pregando, aconselhando ou em conversas
    descontraídas, ele deve em todo tempo e, com muita convicção, comunicar o
    que diz a palavra de Deus, mantendo-se distante da impiedade e dos
    desejos mundanos. Usar a autoridade que lhe foi concedida e ter
    convicção do que fala, é fundamental para que agradar a Deus.
  Pregue a verdade
Assim como a graça nos conclama a abandonar a impiedade – “Ensinando-nos
que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos
neste presente século sóbria, justa e piamente”
(Tt 2.12). Devemos conduzir a outros a conhecê-la.
A graça de Deus é o que nos impulsiona a uma vida de retidão. Ela nos
ensina a buscarmos a santificação, para que compartilhemos do caráter
moral de Cristo, sem o qual, não alcançaremos o céu. Tudo o que fazemos
aqui, surte efeito em nossa vida eterna. A vida cristã deve ser vivida
com seriedade, autocontrole, santificação, justiça e sob o domínio do
Espírito Santo. A moralidade divina deve estar registrada em nossa alma e
ser refletida em nossa vida diária, tanto para com Deus, como para com
os homens, dentro da igreja, ou fora dela.
A graça nos leva a uma expectativa da volta de cristo – “Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo”(Tt
2:13). A espera por Cristo nos faz vislumbrar a dimensão eterna de
nossa existência. Ela nos conclama a uma vida santa e piedosa neste
mundo. O encontro que teremos com Cristo é algo glorioso e não se
compara a nada que conhecemos. Nossa imaginação não é capaz de conceber o
esplendor do futuro que Deus tem nos preparado, pois“as coisas que o
olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem
são as que Deus preparou para os que o amam”
(I Co 2:9).
A graça nos conduz à prática de boas obras – “O qual se deu a si
mesmo por nós, para nos remir de toda iniqüidade e purificar para si um
povo seu especial, zeloso de boas obras
“(Tt 2:14). Pertencemos a
Cristo e fomos por Ele escolhidos. É glorioso ser especial para Deus,
mas isto nos acarreta uma grande responsabilidade, que é a prática de
boas obras. Como novas criaturas, somos moldados conforme a natureza de
Cristo, que nos leva a sermos santos, gentis e altruístas. Essas são
atitudes que revelam que temos o amor de Deus em nós, pois a Sua graça e
salvação exigem que procedamos assim. Os atos piedosos que praticamos
são o fruto do Espírito Santo em nós.
Devemos viver essas verdades para que ao pregá-las nosso viver
testifique confirmando a verdade que há em nós. Esforcemos –nos para que
através de nossas vidas e não apenas de nossas palavras, Cristo seja
anunciado.
O desafio de Tito é também nosso hoje – anunciemos a Cristo com nossas vidas.
Conclusão
A lição nos mostra que os padrões éticos estabelecidos na Bíblia nos
trazem edificação moral e espiritual. Ao praticarmos esses padrões
tornamo-nos verdadeiros exemplos de boas obras, obedecendo ao mandamento
bíblico (1Tm 4.12b). No capítulo estudado somos enfaticamente
instruídos a buscarmos uma vida santa e pura, bem como uma conduta
irrepreensível. Com muita excelência nos aponta onde devemos basear
nossa fé, quais devem ser nossas práticas, e o que devemos comunicar.
Assim, esforcemo-nos por viver como “um povo seu especial, zeloso de
boas obras” (Tt 2.14b).
  Profª Jaciara da Silva
 

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